Palavras de Jesus na cruz

fev 18, 2016 by

Palavras de Jesus na cruz

Diante da zombaria das pessoas que estavam assistindo ao seu martírio, incluindo um dos malfeitores que estava crucificado ao seu lado, Jesus não pronunciou nenhuma palavra de maldição sobre eles, pelo contrário, suplicou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”. (Lucas 23.34).

E, amorosamente, ao outro malfeitor, também crucificado, que após ter reconhecido a própria culpa e a sua inocência, garantiu-lhe: “Hoje você estará comigo no paraíso” (Lucas 23.43).

Pouco tempo depois, Jesus, com a pouca força que lhe restava, olhou e viu aos seus pés, sua mãe e seu amado discípulo João, aos quais, ignorando a própria dor, confortou. À sua mãe disse: “Aí está o seu filho”; e ao seu discípulo assegurou: “Aí está a sua mãe”. Com essa atitude de amor e preocupação com os outros, Jesus deu a eles uma nova opção de família. E, “Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa” (João 19.26,27). Com estas palavras, Jesus nos ensinou sobre a responsabilidade que temos em cuidar um do outro em família.

Com a agonia da morte, Jesus com voz fraca não pediu, mas demonstrou sua necessidade ao dizer: “Tenho sede” (João 19.28).

No momento mais sombrio, quando o pecado da humanidade pesava sobre si, e por causa disso, percebendo o abandono do Pai, desesperado gritou: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni? ” que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? ” (Mateus 27.46). Naquele instante sentiu a ausência do Pai por causa dos pecados que não eram dele. Como se não houvesse bastado o abandono de seus amigos e irmãos.

Percebendo que havia chegado a hora de vencer a morte, já que a terra abrira a sua boca para recebê-lo, completou a sua missão afirmando: “Está consumado! ” (João 19.30), e então, com poder sobre a vida e a morte “bradou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Tendo dito isso, expirou” (Lucas 23.46).

Mesmo diante da morte e do sofrimento, Jesus manteve a sua postura de vencedor e de amor ao próximo, cumprindo o que o profeta Isaías previu sobre a sua satisfação ao contemplar o resultado de seu “penoso trabalho” (Isaías 53.11).

Analisando as palavras ditas por Jesus na cruz, reflitamos: quais palavras nós bradamos nos momentos de sofrimentos? Abençoamos ou amaldiçoamos quem nos fere? Estamos preocupados com o sofrimento dos outros ou só com os nossos? E quando sentimos o abandono de Deus? Afastamo-nos Dele ou lhe entregamos o nosso destino?

Eu sei que todos nós temos respostas…

Nelson Costa

leia também: Ame os seus como se fosse o seu último dia

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