Os políticos são corruptos, ou representam um povo corrupto?

mar 23, 2016 by

Os políticos são corruptos, ou representam um povo corrupto?

O caos político pelo qual estamos passando é um momento adequado na história para refletirmos sobre a nossa própria conduta, pois, se queremos que algo de fato mude em nosso País, devemos primeiro entender que a mudança depende da atitude de cada um de nós.

Nesse momento histórico é importante refletir se os políticos são corruptos, ou representam um povo corrupto.

Verdade é que, simplesmente provocar a substituição de políticos por outros não vai mudar a situação caótica de nossa nação. Sem a conscientização de que cada brasileiro é responsável pela construção de um País melhor, os problemas da nação continuarão os mesmos. Logo, para que ocorra uma verdadeira mudança, todos devem se comprometer em mudar suas maneiras de pensar e agir.

Isso, porque ao “pé da letra”, a palavra corrupção significa “decomposição”. Sendo assim, temos que avaliar o que de fato está se decompondo em nossa sociedade para que a mudança aconteça.

O que não é difícil de descobrir quando se observa a conduta da maioria dos brasileiros. Sem dúvida, o que está em decomposição em nosso País é a ética humana. Ética que sucumbe quando o outro, nosso semelhante perde o seu valor e os interesses pessoais sobrepõem o interesse coletivo.

É esta conduta que caracteriza o estado de uma pessoa corrupta, que não se preocupa com a lei e nem com o que é do outro. Sua principal preocupação é: “qual vantagem posso obter com tal e tal procedimento?”.

Com tal pensamento, do alto ao baixo escalão da sociedade, impera o desejo de se obter vantagem, independente das consequências que tais atitudes causem em outros.

Assim, furtar água, energia ou sinal telefônico das empresas responsáveis não é um peso na consciência de muitos. Na mesma proporção, descobrir a senha do Wi-Fi do vizinho e utilizar sua internet sem o seu conhecimento não é tido como um crime.

Nesta linha de pensamento, furtar o sinal da TV a cabo segue o mesmo parâmetro de julgamento.

Podemos citar ainda a compra de DVDs e CDs pirateados. O negócio é pagar pouco ou nada pelo serviço alheio. Nesta ótica, não se considera os direitos autorais.

E copiar livros inteiros? Furar a fila? Estacionar em lugares proibidos? Sentar nos lugares preferenciais nos coletivos, enquanto quem é de direito permanece em pé aguardando que uma alma caridosa lhe ceda o assento? E dirigir sem carteira de habilitação? Colar na prova? Invadir imóveis alheios com o pretexto de obter uma moradia?

A lista é imensa. O brasileiro é, portanto, culturalmente corrupto. Não que seja de sua natureza ser corrupto. É um mal aprendido de geração a geração que precisa ser extirpado da sociedade, ou pelo menos, reduzido a um nível aceitável.

A corrupção, na verdade, não pode ser aceita em nenhum grau. Ela tem que ser combatida com veemência. E a maneira correta de combatê-la é com cada um adotando a postura de ser honesto consigo mesmo e com os outros. Aqui cabem as palavras do apóstolo Paulo: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Filipenses 2.4).

Até então, o que podemos dizer é que: os políticos são de fato corruptos, porque, infelizmente, representam um povo corrupto.

Autor: Nelson Costa

Leia também: “Não tem neste País uma viva alma mais honesta do que eu!”

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