“O que está havendo?”

nov 24, 2016 by

“O que está havendo?”

Já se sabe que o aplicativo “WhatsApp” teve a sua origem  pela junção do termo “What’s up?”, que significa algo como “o que está havendo?” ou “o que está rolando?”.

Ironicamente, tem sido uma boa pergunta a ser feita aos casais e famílias que utilizam o aplicativo. Podemos perguntar a eles o que está havendo com suas famílias, relacionamentos e casamentos. Isto porque muitos casais perderam, e ainda perdem, momentos importantes de suas vidas por causa do aplicativo “WhatsApp”.

Consequentemente, marido e mulher não conversam mais um com o outro. Depois do trabalho, o pouco de tempo que lhes sobram é utilizado em conversas digitais tolas e sem sentido, bem como, em visualizações de vídeos e fotos que não lhes trazem nenhum benefício. Futilidades que lhes roubam as oportunidades de estreitarem seus laços afetivos.

Além do mais, o uso do WhatsApp tem aumentado a ocorrência de adultérios. Isto, porque a utilização de aparelho celular oferece ao usuário o sentimento de se estar escondido. Assim, até os “tímidos” são encorajados a seduzirem e serem seduzidos por pretensos amigos e parentes. Brincadeiras “inocentes”, por sua vez, favorecem a geração de pensamentos e atitudes que fatalmente levarão à traição conjugal.

O conselho bíblico é que: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (1ª Coríntios 7:3). A “devida benevolência” em seu sentido mais amplo significa afeto e estima, ou seja, dar ao cônjuge a devida atenção que ele merece.

Se os olhares dos cônjuges estão fixados nas telas dos aparelhos celulares, como se olharão e farão o seguinte diálogo:

  • “Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas” [marido] (Cânticos 1.15).
  • “Eis que és formoso, ó amado meu, e também amável; o nosso leito é verde” [esposa] (V.16).

E este é só um dos problemas gerados pela falta de apreço dos cônjuges. Por causa do uso indiscriminado do aplicativo nem os filhos escapam do seu efeito devastador. Em um lar onde todos estão navegando pela internet não há espaço para o diálogo familiar. E, os filhos, sem a atenção dos pais, certamente buscarão ajuda, pelo aplicativo, de outros jovens da mesma idade, ou seja, de pessoas imaturas para ajudá-los.

Mesmo diante de tantos problemas não é necessário cancelar o aplicativo e nem abandonar seus celulares. O que se tem que dosar é o modo de utilizá-los.

Aconselho de imediato que marido e mulher usem a mesma senha em seus celulares. Participem do mesmo grupo de amigos. Por fim, evitem o uso dos aparelhos de modo suspeito, ou seja, não os usem pelos cantos e nem tentem impedir que o cônjuge veja o que está sendo visualizado. Isto pode gerar a temida desconfiança conjugal.

Não permitam que seu lar seja destruído pela tecnologia.

Outro conselho é que diminuam o tempo com o uso da tecnologia. Utilize-o em brincadeiras com seus filhos e esposa (o). Não permitam que seus aparelhos eletrônicos sejam a causa da destruição de sua família.

Nelson Costa

leia também: Como Aconteceu isso…

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