COMO ACONTECEU ISSO…

ago 30, 2016 by

COMO ACONTECEU ISSO…

Uma casa não cai de um dia para o outro. A queda começa após pequenas fissuras, que com o tempo se transformam em trincas, e depois em rachaduras, e então o desastre acontece. Logo, todo problema tem um histórico de acontecimentos.

No relacionamento não é diferente. O problema é que não observamos os sinais que vão surgindo. Quando começamos a trocar momentos importantes por outros sem nenhuma importância. Assim, o relacionamento com o tempo transforma-se em uma sombra. Sem sentimentos. Sem afeto. Sem carinho. Um ritual.

E não percebemos o quanto o outro nos é importante. Muito mais importante do que imaginamos. Infelizmente, muitos descobrem isso tarde demais – quando o outro vai embora. E mesmo que não haja separação, um e outro estão juntos, mas separados…

A verdade é que todos veem os sinais de desgaste no relacionamento, contudo, alguns preferem fingir que não estão vendo nada. Fingir que está tudo bem. Mas não está! As fissuras estão ali. Pequenas, mas reais. Sem nenhum tratamento elas vão crescendo, aumentando… Aumentando… E quando se percebe, já não é mais uma fissura. É uma rachadura.

Mas como aconteceu isso? Não era para ser assim! Perguntamo-nos e não obtemos nenhuma resposta. Na verdade, temos a resposta. Mas ela é dura, difícil de ser aceita.

A culpa foi nossa que não tomamos nenhuma atitude quando o problema era apenas um sinal de desgaste. Quando se deixou para o tempo a incumbência de resolver a questão. E, as coisas foram piorando, até chegar ao ponto do insuportável. Esquecemos-nos de que os sinais foram feitos para nos alertar dos perigos. Se estivéssemos cientes disso teríamos evitado muita dor.

Não! Ficamos ali. Inertes. Esperando o desastre. Não nos alertamos para o perigo, e prosseguimos, acreditando que as coisas iriam melhorar por si mesmas. Não foi o que aconteceu! E as coisas pioraram.

Se cada um tivesse feito a sua parte o resultado seria diferente. É a lei da semeadura. Colhemos o que plantamos. Se não plantamos não temos o que colher.

Se for abraço que queremos, demos então abraços. Se beijos, beijos. Contudo, se damos desprezo, recebemos desprezo. Se semearmos indiferença não receberemos outra coisa, senão, indiferença.

Antes que o relacionamento adoeça procuremos os sinais de desgaste. Não precisamos procurar muito. Basta verificarmos a necessidade de algum tipo de mudança – de algo que precisa ser mudado, alterado, melhorado. Se não procuramos nunca acharemos.

As fissuras no relacionamento facilmente são detectadas. As chamamos de falta de atenção – quando o outro está ali e é ignorado. Estamos entretidos demais com outras coisas. As últimas notícias estão sendo transmitidas; a novela está em seus últimos capítulos. Aquele filme tão esperado está sendo exibido. Mensagens sem conteúdo do Facebook, do Whatsap, do Instagram, do Twitter nos parecem importantes. E os vídeos engraçados do You Tube? A lista é grande.

Pode ser o futebol com os amigos. Afinal de contas, é apenas uma vez por semana.

É! Pode ser um montão de coisas “importantes” que temos que fazer.

Sem que percebamos a fissura no relacionamento transforma-se em trincas. Quem amamos se distanciam de nós. Deixamos de nos beijar, de conversar, de nos amar…

O resultado pode ser diferente. Basta acordarmos e vermos o que está acontecendo ao nosso redor. Tudo está claro. Basta querermos ver e tomarmos a atitude de fazer diferente.

Não esperemos ouvir que “a casa caiu!”.

Nelson Costa.

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