A UNIÃO FAZ A FORÇA

jan 16, 2016 by

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Célebre frase! Melhor seria: a força é o resultado da união. Qualquer equipe, bem intencionada, não se esquece deste princípio. Quanto mais unidos, maiores as chances de vencer. União predispõe pensar juntos – sermos regidos pelos mesmos objetivos e alvos.

Um Salmo muito conhecido e comentado é o de número 133. Mas me pergunto: será que entendemos qual a sua implicação em nossas vidas?

Não possuímos respostas prontas, no entanto, as Escrituras Sagradas nos mostram alternativas para chegarmos a elas.

O primeiro verso do salmo 133 se inicia com uma exclamação: oh! Neste momento o salmista teve uma revelação instantânea. Ele experimentara que viver uma vida de união era algo bom e agradável. Um sentimento de euforia tomou conta do seu ser. Ele sentiu o quanto é bom viver em paz com os outros.

Além do mais, percebeu o quanto era agradável obter uma relação saudável com o seu próximo. Isso lhe causou um tremendo bem-estar. A conclusão que chegou foi que viver de forma coesa com o seu próximo não somente lhe fazia bem, mas isto era agradável a ele e ao outro.

A expressão “Viverem unidos” deixa transparecer que a união é literalmente viver a vida. Gozá-la. Aproveitando-a ao máximo. Todavia, isto só é possível através da verdadeira unidade. Não apenas estarmos unidos, e sim, sermos unidos.
Desta forma a união “É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes”- Vs.2. O salmista a compara com as mesmas propriedades do óleo da unção que foi derramado sobre o sumo sacerdote Arão. Ou seja, a união nos capacita ao santo ministério sacerdotal.

Portanto, nós só podemos ministrar o serviço cristão quando estamos unidos no mesmo propósito e direção. A partir deste ponto de vista entendemos que a verdadeira unção está intrinsecamente relacionada ao sentimento de união que permeia um grupo com a mesma visão.

A união é ainda descrita “como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião”. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre – Vs.3. De acordo com o salmista se não fosse o orvalho sobre o Hermom não haveria vida em Israel. Provavelmente ele se referia à nascente do rio Jordão, localizada naquele monte.

Logo, a união é a causa da vida e da bênção. È como o orvalho sobre a vida daqueles que vivem a intensidade de sua prática, o que traduzimos por um relacionamento menos técnico e mais humano. Quanto mais nos preocupamos e nos relacionamos com nossos semelhantes, mais estamos nos aproximando de uma vida de benção e paz. Como resultado o Criador ordena “a sua bênção e a vida para sempre”.

Concluímos a partir da análise deste Salmo que não existe bênção e vida, sem antes considerarmos a importância que o outro desempenha em nossa caminhada. Em uma família isto também se aplica. Somos seres sociáveis e necessitamos do convívio diário com nossos semelhantes para experimentarmos o verdadeiro sentido da vida.

A partir do entendimento desta verdade, percebemos que “o universo conspira a nosso favor”, afinal de contas, servimos ao seu Criador, e este lhe ordena que nos conceda a bênção e a vida – espiritual e física. Tais coisas são provenientes de uma vida de união, cultivada diariamente uns com os outros.

A força que temos definitivamente é o resultado da nossa união. Quanto mais união, mais força. Vivamos, portanto, em união.

Leia também: A verdade que sustenta 

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